quinta-feira, 29 de abril de 2010

Voluntariado

Enquanto muitos hospitais mesmo que filantrópicos passam por dificuldades aqui em Cajuru os movimentos em prol da Santa Casa São Vicente de Paulo vem aumentando a cada ano com os "Brechós Solidários" e Leilões do Hospital", é um trabalho muito bonito que arrebanhado cada vez mais pessoas ajudando-as a pensar mais nos outros e doar-se. Nesses dias turbulentos que tenho passado reivindicando direitos legais justos, o que mais tem me ajudado é participar da organização do "Brechó", interagir, com as pessoas e também participar de outros eventos beneficentes como nós do Brechó fomos Domingo no Chá da APAE.
Com a verba desses leilões e brechós o hospital de Cajuru hoje é bem equipado, faz-se as reformas necessárias, compra de material, uniforme dos funcionários etc...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A comemoração continuou no cinema em Ribeirão Preto


Fui no cinema assistir o filme : "As vidas de Chico Xavier", um dos filmes mais emocionantes que já assisti, contando a vida de doação e superação desse grande ícone do Espiritismo no Brasil e no mundo. Fiquei tão apaixonada pelo filme que adquiri o livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista Marcel Souto Maior. Estou gostando muito de ler essa biografia daquele homem humilde que se intitulava como: "Cisco Xavier" fazendo um trocadilho com seu nome mostrando o quanto era pequeno diante da grandeza Divina.
Ao chegar de Ribeirão Preto fui na comemoração do aniversário da Ariadne estava muito boa a festa, porém cansada fui embora logo...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Conversa animada!!!
Finalmente a festa rolando!!!

Esperando os convidados!!!!

Fotos do meu aniversário de 33 anos



Preparando a festa: Eu concentrada desfiando bacalhau para o pastel!!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E vai rolar a festa!!!!!!

Sábado dia 17 de abril comemorei juntamente com meus amigos e parentes o meu aniversário de 33 anos ( estou completando anos hoje 19 de abril).
33 anos de superação-
luta,
quase desistência
porém grande persistência
Fé.
Hoje posso dizer que tudo valeu a pena até as experiências mais amargas, pois através delas passei a encarar a vida de outro modo com mais Maturidade.
Posso dizer que faço o meu hoje melhor que meu ontem graças às experiências e o caminhar sem cessarn até alcançar o cerne de minha alma buscar no meu íntimo a razão para às vezes me perder... Tudo é o crescimento Divino, a evolução, a roda da vida...

Márcia Garcia de Carvalho 19 de abril de 2010




domingo, 18 de abril de 2010

Maturidade e Superação

Maturidade

Maturidade é compreendeer que precisamos dos outros para caminhar.
Maturidade é compreender o valor das pequenas coisas
Maturidade é aprender a contemplar o céu azul e o canto dos pássaros.
Maturidade é libertar-se do egoísmo tentando ser altruísta.
Maturidade é aprender a sorrir quando se quer chorar.
Maturidade é desapegar-se um pouco dos próprios problemas e pensar nos outros
enfim só seremos maduros o suficiente quando nos desapegarmos dos valores materiais,
do consumismo exagerado e nos apegarmos aos preceitos Divinos de Amor , Caridade( em sua essência pois caridade não é apenas dar apoio material, é também dar uma palavra amiga e prestar um serviço ao próximo. A Caridade começa no lar, ao ajudarmos inicialmente os nossos próximos mais próximos ou seja nossos familiares.
Caridade é doação sem esperar recepção.
Caridade...

Márcia Garcia de Carvalho 18 de abril de 2010

Eu atualmente com o peso de 78quilos

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eu- Dezembro de 2009 - 81 quilos
Em processo de emagrecimento...
Mais elegante!!!!

Já um pouco mais magra e mais feliz

Emagrecimento - meta de superação

Com 106 quilos e no auge da depressão
106 Quilos em 2006, eu não consegui nem andar direito!!!!

Emagrecimento - meta de superação

Eu com 106 quilos em 2006

terça-feira, 13 de abril de 2010

Conseguindo realizar algumas atividades...

Nessa segunda- feira me esforcei para ter uma limentação saudável, leve, e consegui praticar todas os esportes que me fazem bem , apesar da angústia não fiquei amuada na cama, fui na musculação depois na yoga e por fim na ginastica localizada. Ufa! !!!! que cansaço gostoso por ter ajudado a mim mesma a me reerguer. Graças a Deus tenho o apoio da minha mãe e do meu irmão que me ajudam muito nesse processo de superação.
Ontem terça- feira 13 de abril também consegui cumprir todas as minhas atividades, fui na musculação e no Boxe Tailandês.

Protesto em relação ao caos da Saúde Mental

Hoje segunda - feira dia 12 de abril de 2010 estou tentantando recomeçar minhas atividades, afinal cada dia é um novo recomeço. Estou entindo uma angústia muito grande que está quase arrebentando o meu peito, creio que que é a somatória de não ter passado no concurso, com a diminuição repentina da medicação ( Seroquel, cuja miligramagem teve que ser reduzida de 300mg para 150mg dia por causa do alto custo)como tudo no Brasil é complicado tive que entrar com processo pela justiça gratuita já que não tenho rendas, minha apesar de sem condição comprou duas caixas desse remédio que é "vendido a peso de ouro" 14 comprimidos R$244,oo. Desse jeito o paciente começa é a piorar e como consequência sua família inteira piora, pergundo-me onde está a humanização na Saúde Pública? Principalmente na Saúde Mental que é sempre deixada pelo governo em último plano, sendo que se tratasse os pacientes psiquiátricos de melhor forma nos Ambulatórios, destinando mais verbas para os mesmos bem como a contratação de mais profissionais multidisciplinares, ele economizaria nas internações dispendiosas em que em alguns casos os pacientes são abandonados nesses hospitais até o fim da vida.

domingo, 11 de abril de 2010

Solidão...

A solidão ás vezes vem como grande amiga sendo necessária para repensar a vida.
Mas hoje me sinto muito só, deslocada no meio social.
Tenho amigas mas aqui em Cajuru não se tem muitas opções de lazer, não gosto de sair com elas para bares e boates e por incrível que possa parecer nesses lugares me sinto só na multidão e sinto-me angustiada demais. Gostaria de ter amizades com pessoas mais velhas que gostassem de teatro, cinema, concertos de modo a combinarmos programas diferentes ( dividindo custos é claro). ..

Buscando Preencher o vazio interior...

Estou buscando controlar a auto-punição, mas ás vezes faço as coisas sem pensar naquele momento nas consequências como por exemplo nas crises compulsivas por compras.
Uso muito do subterfúgio do comprar quando estou triste, sendo que tenho uma certa quantia na mão todo mês e não posso ultrapassa-la, já que depois entro num processo de angústia e tormento, não gosto de dever para ninguém.
Na minha última crise desse tipo sai sem falar nada e comprei esmaltes de todas as cores e um kit manicurire. Acho que faço isso também por causa da sensação de "vazio" interior que sinto, meu próximo desafio é preencher essas lacunas sem gastar, aprendendendo a frear os impulsos e canalizando a minha energia para alguma atividade que me faça bem...

sábado, 10 de abril de 2010

Vivenciando meu ser integral...

Busquei vivenciar o ser integral que existe em mim, começando a ter uma visão holística de mim mesma já que sempre deixei o desequilíbrio atuar entre o meu corpo e minha mente, algo que tenho que trabalhar ainda mais em mim buscando um maior autoconhecimento, autodomínio corpo/mente( como tenho procurado fazer nas aulas de Yoga) Tenho porém ainda dificuldades de me concentrar na calma e serenidade diante de situações adversas do dia-a-dia e uso muito a auto- punição, psicossomatização, e auto-mutilação ( com relação a auto- mutilação considero um obstáculo vencido pois ao olhar as marcas no meu corpo lembro de um importante preceito Divino: "O corpo é templo de Deus", é o presente temporário que temos que preservar nesta axistência e em outras) agora preciso aprender a lidar com a psicossomatização eis outra batalha a ser vencida...

Deixar de pensar só em mim...

Após chegar ao seu limite e ter um grave poblema de saúde mais especificamente um problema cardíaco grave, tendo que se submeter a duas intervenções cirúrgicas: O Cateteristimo e a Angioplastia ( procedimento em que sofreu uma parada cardíaca devido ao contraste- medicamento usado na mesma ). Enfim sai do meu mundinho fechado, egocentrico, deixei de pensar um pouco em mim e passei a pensar mais no próximo mais próximo, no caso as pessoas da minha família. Comecei assumir tarefas que sempre negligênciara como fazer compras, ir em banco, resolver meus próprios problemas com mais autonomia. Hoje sempre pergunto para a minha mãe se ela está necessitando de alguma coisa mesmo de uma boa conversa, pois após esse problema cardíaco associado aos problemas que havia passado em sua vida e desenvolveu depressão, a ajudei então a procurar o serviço especializado em saúde mental aqui de Cajuru
Apeguei-me mais também ao lado espiritual que tem me ajudado muito na busca pelo equilíbrio...

Minha mãe, uma guerreira

Fiz minha mãe sofrer muito fisicamente e emocionalmente presa no meu egocentrismo, não pensava na minha casa como um lar, a revolta imperava dentro de mim, até mesmo com meu irmão que vivia tentando me ajudar era agressiva sei que ainda sou às vezes mas não com a mesma intensidade de antes. Minha mãe tornou-se minha melhor amiga, pela qual tenho intenso carinho.Teve uma infância e juventude sofrida e sempre superou como ela sempre me diz: _ Coloque tudo nas mãos de Deus.
Durante a minha primeira e segunda semi-internação no hospital dia me acompanhou e em 2006 teve que fazer até cirurgia de catarata pois ficava com os olhos no sol deitada num banco me esperando no HD, entrando lá somente a pedido dos profissionais também para fazer as refeições. Mas ao contrário do que eu pensava as "Mães não são de ferro" e ela chegou a seu limite...

Reforçando laços

Após perceber o tamanho erro que estava cometendo percebi que na realidade tinha um ciúmes patológico do meu irmão e não vou negar estou lutando pois vez ou outra ele sai do submundo do meu inconsciente. Pedi perdão para a minha mãe que não só sofreu a perda do meu pai mas também o agravamento de meu estado emocional, segurando juntamente com o meu irmão e com às mãos de Deus sempre à frente, barras muito pesadas, como a ingestão excessiva de álcóol com remédios altamente perigosos e até mesmo abusando das dosagens. Por muito tempo enquanto meu pai era vivo consegui esconder que bebia todo dia, e hoje se não fosse a ajuda profissional e o grande apoio da minha família não estaria mais nesse planeta. Foi extremamente dificíl me desabituar do consumo do alcóol, até bem pouco tempo atrás tinha vontade de ingerir bebidas alcóolicas. Atualmente já não faço mais uso do alcóol como instrumento para tentar ser que eu não sou, gerar uma falsa alegria, que depois se transforma numa depressão profunda, uma viagem infindável pelos tristes porões da alma.
Hoje sou a marcinha uma menina que assume o que gosta e o que quer. A superação vem por etapas e sempre há mais para lutar e vencer.

Culpa



O inesperado vem sorrateirro e sentimo-nos dilacerados por dentro.
De meu pai procuro lembrar as coisas belas como as canções que tocava em sua famosa "viagem ao mundo pelas cordas do violão". Queria ter a maturidade de hoje para entender suas fraquezas e problemas, ter sido mais amiga e menos chantagista( pois usava meu pai para conseguir o que queria depois de sérias brigas) esta é uma das causas dos meus problemas de comportamento hoje. Pois minha mãe sempre impôs limites, e meu pai tirava os limites bastava chorar, xingar, brigar e eu conseguia o que queria. Mas sinto tristeza pelos momentos que o deixei furioso e por naquela época não acreditar no amor da minha família por mim, principalmente o amor da minha mãe que achava que era como a Jocasta do mito de Édipo apaixonada pelo meu irmão, achava que ela me odiava mas com a perda de meu pai vi o quanto fui injusta...




Saudosismo

Meu pai na minha formatura do Magistério


Minha mãe e meu pai

Há momentos em que ás crises de tristezas ficam mais fortes principamente em meses e datas especiais.
Dá um aperto no peito em noites de lua cheia não mais escutar seu violão
Lembro-me de quando pedi de presente de aniversário uma serenata e você se reunio com o Tio Moura ( Sanfona) seu Zé Menezes ( Violino) Seu Vírgilio Arena (Violino) e João Clemente (Cavaco), ainda bem que temos dias especiais para serem lembrandos com carinho apesar de um pouco de melancolia. Dia 29 de Abril completá-se doze anos de sua viagem para o etéreo.
Fica em meus lábios o refrão de uma conhecida canção: "Boemia aqui me tens de regresso e suspirando te peço a tua nova inscrição. O Boemio voltou novamente veio aqui tão contente porque razão quer voltar? Voltou para rever os amigos que um dia deixou a chorar de alegria, acompanha o meu violão..."

A dificíl tarefa de vencer a tristeza...

Vencer a tristeza tem sido o meu grande desafio diário durante quase 33 anos de vida.
Amor demais e superproteção também sufocam.
Sempre fui uma criança calada que vivia "no mundo da lua".
Gostava muito de estar com meu pai, meu eterno violonista,
eterno seresteiro.
AH! como sinto saudades ...
Como é dificíl lidar com a tristeza de perder, mesmo acreditando no reencontro...

Tristeza não tem fim...

Ás vezes sentimos apenas tristezas momentâneas passageiras, mas em alguns casos ela vem sorrateira e aumenta a cada dia instalando- se assim a depressão.
A tristeza é como um monstro sem sombras que tenta levar o ser humano a loucura, principalmente naquelas pessoas mais sensíveis com transtornos emocionais que travam uma luta diária contra a tristeza.
Muitas pessoas acham que os depressivos, os que sofrem transtornos emocionais "estão apenas fazendo fita" para não irem trabalhar, estudar.
A tristeza prolongada por mais de um mês considerada depressão deve ser tratada e entendida pela sociedade, principalmente familiares, pois no decorrer desses anos de tratamento tenho visto pacientes abandonados e vivendo até mesmo em condições sub- humanas.
Como diz em uma canção de Vínicius: "Tristeza não tem fim, felicidade sim"...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Exercícios diários que tenho que deixar fluir na minha mente.

Preciso reaprender às regras de convivência me adequar à sociedade e não querer que às pessoas se adequem a mim, ao meu modo de pensar, aprender a ouvir sem interromper as pessoas numa conversa parar de pensar de forma paranóica que tudo que o que falam é sobre você. Outro exercício que tenho que fazer e de me amar e valorizar cada vez mais pois às vezes veem as crises de auto estima e você se sente a pior das pessoas em todos os sentidos, a mais derrotada e esquece de aplicar conhecimentos práticos adquiridos em ciências milenárias como a Yoga, a reversão diária dos pólos do negativo para o positivo é a essência da felicidade e transcendência do ser rumo ao belo e infinito...
Desde pequena sepre tive alta sensibilidade emocional e questionamentos profundos com relação a vida, morte, o hoje, agora entre outras questões. Meu cérebro não para de funcionar, questionar tentar entender o por que? Hoje tento entender o por que das diferenças, dos distúrbios emocionais, com isso às vezes acabo me aprofundando demais nesta minha busca o que gera mais sofrimento. Queria ser como minhas amigas, mas sei que tenho que me contentar em ser quem eu sou, gostar do que gosto e não me fazer de vítima procurando agir com alegria, sinceridade, calma, sensatez, não querendo ser o centro das atrações pois sei que isto afasta as pessoas afinal quem gostaria de ir numa festa e encontrar alguém que só fala que "está mal", "quer morrer".
Quero aos poucos voltar a criar um círculo de relações sociais saudáveis, pois me sinto muito sozinha.
Estou começando também a sentir falta de um homem ao meu lado para dividir emoções, sair, jogar conversa fora...

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades feitas na Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional


Pintura que fiz em casa num fim de semana para relaxar e me sentir melhor da depressão.
O pintar, assim como a poesia e outras atividades artesanais, artísticas, que cultivo em finais de semana e durante a semana na Terapia Ocupacional tem sido de grande valia para a minha melhora.

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Quadro: Flor
Marcia
"Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal e fazer tudo igual , eu vou ficaaar ficaarr com toda a cereza Maluco Beleza"
Hoje acordei " Maluca Beleza", rindo da vida de mim mesma dos acontecimentos tristes e alegres sem preconceitos.
Contemplei a beleza do sol e fui para academia, pois fazer exercício faz bem para o corpo e a alma e tudo faz parte do processo de autocura, autoajuda. Creio sim na eficácia do uso medicamentoso, mais as Psicoterapias, Terapias Ocupacionais, porém de nada adianta se o paciente não tiver Fé e vontade de se superar diariamente, 90% do tratamento está nas mãos do paciente que tem que ter um autocuidado pernanente consigo mesmo,infelizmente nem todos conseguem, mas viver é vencer uma maratona em que todos vencem e vão ao encontro de Deus quando chamados, portanto vamos viver intensamente hoje.
Fui na Psicoterapia, como ela me ajuda a abrir os olhos da alma e a cada dia ocorre novas situações aprendizagens...

Reflexões sobre o hoje

Viemos aqui na Terra para sermos felizes vivermos um dia de cada vez, buscando a interiorização a espiritualidade , a paz, trabalhando a cada instante nosso autodomínio.
A vida é um eterno aprendizado, se estamos aqui é para superarmos os problemas com a força da oração, afinal somente através dos problemas alcançaremos a evolução.
Cada dia é uma Re- Volução,
Re- adaptação
Um Re-nascer, pois morremos a cada instante e renascemos a cada segundo, mais maduros, com maiores capacidades de enfrentar as situações do dia a dia.
Hoje agradeço a Deus por estar viva, apesar das intempéries dos últimos dias se olhar para trás pessoas estão sofrendo flagelos provocados por catástrofes naturais em todo mundo, e seria um grande egoísmo se ao ver as tragédias mundiais acontecerem ficasse insensível a tudo pensando só em mim.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Vaso
Técnica: Mosaico

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional


Vaso feito usando a técnica de mosaico

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional

Atividades realizadas nas Oficinas de Terapia Ocupacional


Estes dias tenho passado por fases dificeis em que minhas dificuldades estão mais aparentes.
Fui me testar e mostrar para as pessoas de Cajuru minha inteligência no concurso de professora do Estado de São Paulo e me frustrei e lidar com a frustração para mim é um grande problema.
Infelizmente desde a infância fui desciminada às pessoas não veem o trantorno psíquico como vem o diabético ou um cadeirante por exemplo, elas veem como um ser que merece a exclusão social, sendo que as doenças psíquicas tem controle tratamento e a pessoa pode viver normalmente na sociedade. Como diz o renomado Dr Augusto Cury: "As pessoas estão doentes, mas elas não são doentes". Vou continuar lutar contra o preconceito pois hoje quem é normal?
O que é ser normal? Como diz o grande filósofo Niezsche : "Há uma loucura no amor mas existe uma certa razão na loucura."




Fases

Fases dos Ipês floridos

Das esperanças renovadas

Fase de uma nova Aurora

Onde o outrora já se foi

E o que importa é o Agora.



Fases de Luas cheias,

Cheias de sonho,

Soluço e solidão.

Fases de voar como águia

Alcançar altas atitudes

Mudar hoje atitudes.

Fases de redescobrir virtudes

Fases felizes e feias se misturam

Pensamentos por horas às vezes me torturam

Esperança,

Esperar,

Porém lutar



Fases ensolaradas recomeçam

E o brilho do amor

Ilumina os dias,

Fases de luzes se iniciam...

Márcia Garcia de Carvalho -quinta-feira, 10 de janeiro de 2008.

Continuei a frequentar os grupos duas vezes por semana, porém comecei a perceber enfim que aqueles grupos estavam me fazendo mal e que eu tinha um grande potencial de superação e autoconhecimento para continuar o tratamento apenas aqui em Cajuru.
Coloquei então uma meta na minha vida: comer de forma saudável fazendo reeducação alimentar com acompanhamento médico e academia. Tenhoobtido bons resultados em termos de relaxamento e também emagrecimento.
No ano de 2006 estava com o peso de 106 quilos, atualmente estou com 79,500 quilos.

No ano de 2007 fiquei estável frequentando o Ambulatório de Saúde Mental com melhoras até o meio do ano. Oficinas de Mosaico - a oficina que mais gosto- a de atividades em que gosto de fazer panos de prato entre outras. Também gosto muito do autodescobrimento que obtenho na Psicoterapia Individual. Além das atividades da Saúde Mental frequentei a academia mesmo ainda com alguns complexos de inferioridade devido principalmente às dificuldades psicomotoras, porém não desisti!!!! No começo de 2008 tive que voltar para o hospital-dia (terceira semi-internação), porém não queria mais sair de lá, após ter alta ia sozinha duas vezes por semana fazer terapias de grupo, fui piorando aqui no Ambulatório de Saúde Mental de Cajuru e novamente fui reencaminhada para o hospital dia mas os médicos de lá junto com a equipe e a assistente social disseram que eu estava desenvolvendo o chamado "Hospitalismo", ou seja só me sentia bem no hospital e na sociedade me sentia mal. Demorei para compreender e analisar isso...
Em 2006 fui trabalhar contratada pela prefeitura mas estava novamente instável, esse ano passei mais no hospital do que em casa e por fim sem condições de trabalhar quando venceu meu contrato fui mandada embora. Estava me auto-agredindo com gilete ( coisa que me arrependo amargamente de ter feito , pois o nosso corpo é templo de Deus) e fiz não só eu sofrer mas toda minha família. E Deus me deu muitas chances de viver e lutar continuar caminhando sem cessar. Estar viva hoje é o grande milagre de Deus pois após ter quase entrado em coma alcóolico Deus meu deu uma chance de repensar a vida.
Porém neste ano fatídico tive a minha segunda semi -internação no hospital dia, que durou mais dois meses, fazendo depois apenas acompanhamento pós alta de terapia ocupacional e depois reencaminhada ao Ambulatório de Saúde Mental de Cajuru.
ônibus da prefeitura municipal de Cajuru que não tinha hora para chegar na cidade de origem.
Ficava em tratamento o dia inteiro entre terapias de grupo, terapias individuais, terapias ocupacionais, aula de educação física, medicação, refeições cedidas pelo hospital.
Minha primeira semi internação foi no ano de 1999, um ano após ter perdido meu pai repentinamente vitimado pela diabete, foram três meses de tratamento, depois come cei a fazer um grupo específico para o meu transtorno e ia à Ribeirão uma vez por semana, nesta época comecei a ir sozinha ( antes era sempre acompanhada pela minha mãe) ou seja ganhei mais autonomia e independência. Fui neste grupo pós alta até 2002 ,e tive alta, para continuar o
tratamento no Ambulatório de Saúde Mental de Cajuru. Resolvi voltar a estudar, isto seria para mim um novo desafio já que não tive condições psicológicas de concluir o curso de Pedagogia com ênfase em Psicopedagogia, mas como teria que voltar no primeiro ano do curso decidi cursar Letras: Língua Portuguesa e Espanhol , me formando em 2004 após muita ajuda da minha mãe e do pessoal da faculdade por causa de minhas instabilidades emocionais.
Hoje sinto-me uma jovem vencedora, que apesar das quedas pouco-a - pouco ergue-se das cinzas como a bela ave fênix. Sinto-me vencedora pois com quase 33 anos de idade continuo firme no tratamento apesar das recaídas e dos momentos em que tenho vontade de desanimar e jogar tudo para o alto, sei que além do meu esforço tem fatores que me beneficiam como uma família que compreende os meus problemas dando-me um bom suporte em meio as crises. Sou uma sobrevivente....

Sobrevivente da dor

Sobrevivi ao naufrágio interior,

Venci a dor,

Venço a cada dia o desânimo

E desalento

Ouço o cantar do vento

Sou multicor

Como o arco-íris

Um dia estou azul

Como o céu infinito

Lutando Infinitas batalhas

Um dia sou violeta,

Espiritual,

Questionadora.

Sou sobrevivente de mim

Dos meus tristes anos

Da infância quase perdida

Em meio à dor e a solidão

Sempre serei sobrevivente das cinzas

Como Fênix a bela ave

Estarei bonita para mim

E para o mundo.

Márcia Garcia de Carvalho 16-05-07

Terapia Ocupacional.

Esse poema foi escrito no atendimento pós alta de mais uma semi-internação no hospital-dia do Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto- pertencente a Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão, hospital modelo neste tipo de atendimento aqui no Brasil.

Passei por três semi- internações no hospital dia enfrentando uma maratona já pela manhã acordando às 4:00hs da manhã e pegando o ônibus às 5:30hs, ficando em atendimento no hospital até às 15:OOhs, depois esperava o