quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hoje sinto-me uma jovem vencedora, que apesar das quedas pouco-a - pouco ergue-se das cinzas como a bela ave fênix. Sinto-me vencedora pois com quase 33 anos de idade continuo firme no tratamento apesar das recaídas e dos momentos em que tenho vontade de desanimar e jogar tudo para o alto, sei que além do meu esforço tem fatores que me beneficiam como uma família que compreende os meus problemas dando-me um bom suporte em meio as crises. Sou uma sobrevivente....

Sobrevivente da dor

Sobrevivi ao naufrágio interior,

Venci a dor,

Venço a cada dia o desânimo

E desalento

Ouço o cantar do vento

Sou multicor

Como o arco-íris

Um dia estou azul

Como o céu infinito

Lutando Infinitas batalhas

Um dia sou violeta,

Espiritual,

Questionadora.

Sou sobrevivente de mim

Dos meus tristes anos

Da infância quase perdida

Em meio à dor e a solidão

Sempre serei sobrevivente das cinzas

Como Fênix a bela ave

Estarei bonita para mim

E para o mundo.

Márcia Garcia de Carvalho 16-05-07

Terapia Ocupacional.

Esse poema foi escrito no atendimento pós alta de mais uma semi-internação no hospital-dia do Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto- pertencente a Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão, hospital modelo neste tipo de atendimento aqui no Brasil.

Passei por três semi- internações no hospital dia enfrentando uma maratona já pela manhã acordando às 4:00hs da manhã e pegando o ônibus às 5:30hs, ficando em atendimento no hospital até às 15:OOhs, depois esperava o


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